TEDE Universidade Católica de Santos Programa de Pós-graduação Doutorado em Direito
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Tipo: Tese
Título : Padrões voluntários de sustentabilidade e a regulação ambiental da União Européia : governança e desafios na exportação da soja brasileira
Autor(es): Lima, Maria Isabel Leite Silva de
Primer Consejero: Rei, Fernando Cardozo Fernandes
Primer miembro de la junta: Rei, Fernando Cardozo Fernandes
Segundo miembro de la junta: Gonçalves, Alcindo Fernandes
Tercer miembro de la junta: Ribeiro, Flávio de Miranda
Cuarto miembro de la junta : Fraguio, Maria Pilar Dapazo
Quinto miembro de la junta: Nasser, Rabih
Resumen: A tese aborda a regulação ambiental para a exportação de soja brasileira à União Europeia, que envolve padrões voluntários de sustentabilidade, como certificações, e normas obrigatórias, como Regulamentos e Diretivas, com foco em due diligence ambiental e desmatamento para empresas e países que façam negócio com a UE, que são parte das medidas de sustentabilidade em suas políticas sobre agricultura e meio ambiente. O objetivo é avaliar os instrumentos de hard law e soft law e como sua utilização conjunta implica na incorporação de preceitos de sustentabilidade à expansão da soja brasileira, pela atuação de atores estatais e não estatais como resultado da governança ambiental global para a proteção ambiental, o desenvolvimento econômico e o acesso a mercados, bem como se as exigências regulatórias da UE para o comércio internacional, como os recentes Regulamento UE 2023/1115 para produtos livres de desmatamento e Acordo provisório de Diretiva sobre o dever de diligência em sustentabilidade empresarial, podem ser adequadas ou não à realidade mundial e aos objetivos da agenda ambiental global. São apresentados conceitos sobre governança ambiental, Direito Ambiental Internacional e soft law, com ênfase no papel da soft law privada dos padrões voluntários de sustentabilidade. Dentre estes, os acordos voluntários, como a Moratória da Soja e o Protocolo Verde de Grãos do Pará, o programa voluntário Agro Plus e as Normas Voluntárias de Sustentabilidade (NVS), com destaque à certificação Round Table on Responsible Soy Association – RTRS, além de outras como ProTerra Foundation, as Diretrizes para produção de soja sustentável da FEFAC, associação europeia de alimentação animal, e as criadas por empresas como Cargill Triple S Soya Products, Amaggi Origins Field, Bunge Pro-S Assuring Sustainable Sourcing e ADM Responsible Soybean Standard. A pesquisa conclui pelo avanço no controle do desmatamento nas últimas décadas no Brasil, impulsionado tanto pela legislação, quanto por padrões voluntários, e que as certificações podem apoiar no cumprimento das novas exigências ambientais da UE sobre devida diligência e desmatamento, mas não as substituirá como prova automática de conformidade. A proibição de qualquer desmatamento, mesmo autorizado, é incompatível com a legislação brasileira e poderá ser o principal desafio na relação comercial com a UE e, em especial, com os países em desenvolvimento, gerando questionamentos sobre a legitimidade do seu poder regulador global e seus impactos. A metodologia consiste em pesquisa exploratória e qualitativa, a partir do método hipotético-dedutivo.
Abstract : The thesis addresses environmental regulation for the export of Brazilian soybeans to the European Union, which involves voluntary sustainability standards, such as certifications, as well as mandatory standards, such as Regulations and Directives, with a focus on environmental due diligence and deforestation, applicable to companies and countries doing business with the EU, as part of its sustainability measures related to the agriculture and the environment. The aim is to evaluate hard law and soft law instruments and how their joint use implies the incorporation of sustainability precepts into the expansion of Brazilian soybeans, through the actions of state and non-state actors as a result of global environmental governance for environmental protection, economic development and markets access, as well as whether the EU regulatory framework for international trade, such as the recent EU Regulation 2023/1115 for non-deforestation products and the provisional agreement on the Directive on due diligence about corporate sustainability, may or may not be adequate to world reality and the objectives of the global environmental agenda. Concepts on environmental governance, International Environmental Law and soft law are presented, with an emphasis on the role of private soft law of voluntary sustainability standards. Among these, voluntary agreements, such as the Soy Moratorium and the Green Protocol for Grains of Pará, the voluntary Agro Plus program and the Voluntary Sustainability Standards (VSS), with emphasis on the Round Table on Responsible Soy Association – RTRS certification, and others such as ProTerra Foundation, the Guidelines for sustainable soy production from FEFAC, which is the European animal feed association, and those created by companies such as Cargill Triple S Soya Products, Amaggi Origins Field, Bunge Pro-S Assuring Sustainable Sourcing and ADM Responsible Soybean Standard. The research concludes that there has been progress in controlling deforestation in recent decades in Brazil, driven both by legislation and voluntary standards, and that certifications can support compliance with new EU environmental requirements on due diligence and deforestation, but will not replace them as automatic proof of compliance. The prohibition of any deforestation, even authorized, is incompatible with Brazilian legislation and could be the main challenge in the commercial relationship with the EU and, in particular, with developing countries, bringing questions about the legitimacy of its global regulatory power and its impacts. The methodology consists of exploratory and qualitative research, based on the hypothetical-deductive method.
La tesis aborda la regulación ambiental para la exportación de soja brasileña a la Unión Europea, que involucra estándares voluntarios de sostenibilidad, como certificaciones, y estándares obligatorios, como Reglamentos y Directivas, con enfoque en la debida diligencia ambiental y deforestación para empresas y países que hacen negocios con la UE, que forman parte de las medidas de sostenibilidad en sus políticas agrícolas y medioambientales. El objetivo es evaluar instrumentos de hard law y soft law y cómo su uso conjunto implica la incorporación de preceptos de sustentabilidad en la expansión de la soja brasileña, a través de la acción de actores estatales y no estatales como resultado de la gobernanza ambiental global para la protección del medio ambiente, el desarrollo económico y el acceso a los mercados, así como si los requisitos de los marcos regulatorios de la UE para el comercio internacional, el Reglamento UE 2023/1115 para productos libres de deforestación y el acuerdo provisional sobre la Directiva sobre diligencia debida en sostenibilidad corporativa, pueden o no ser adecuada a la realidad mundial y a los objetivos de la agenda ambiental global. Se presentan conceptos sobre gobernanza ambiental, Derecho Ambiental Internacional, soft law y el papel del soft law privada de estándares voluntarios de sostenibilidad. Entre ellos, acuerdos voluntarios, como la Moratoria de la Soja y el Protocolo Verde de Grãos do Pará, el programa voluntario Agro Plus y los Estándares Voluntarios de Sostenibilidad (EVS), la certificación Mesa Redonda de la Asociación de Soja Responsable - RTRS, la Fundación ProTerra, las Guías para la producción sostenible de soja de FEFAC, la asociación europea de alimentación animal, y las creadas por empresas como Cargill Triple S Soya Products, Amaggi Origins Field, Bunge Pro-S Assuring Sustainable Sourcing y ADM Responsible Soybean Standard. La investigación concluye que ha habido avances en el control de la deforestación en las últimas décadas en Brasil, impulsados tanto por la legislación como por estándares voluntarios, y que las certificaciones pueden respaldar el cumplimiento de los nuevos requisitos ambientales de la UE sobre diligencia debida y deforestación, pero no los reemplazarán como prueba automática de cumplimiento. La prohibición de cualquier deforestación, incluso autorizada, es incompatible con la legislación brasileña y podría ser el principal desafío en la relación comercial con la UE y, en particular, con los países en desarrollo, generando interrogantes sobre la legitimidad de su poder regulatorio global y sus impactos. La metodología consiste en una investigación exploratoria y cualitativa, basada en el método hipotético-deductivo.
Palabras clave : direito ambiental internacional; soft law; padrões de sustentabilidade; soja brasileira; desmatamento
international environmental law; soft law; sustainability standards; brazilian soybeans; deforestation
derecho ambiental internacional; soft law; estándares de sostenibilidad; soja brasileña; deforestación
CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO
Idioma: por
País: Brasil
Editorial : Universidade Católica de Santos
Acrónimo de la Institución: Católica de Santos
Departamento: Faculdade de Direito
Programa: Doutorado em Direito
Citación : LIMA, Maria Isabel Leite Silva de. Padrões voluntários de sustentabilidade e a regulação ambiental da União Européia : governança e desafios na exportação da soja brasileira. 2024. 216 f. Tese (doutorado) - Universidade Católica de Santos, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Direito, 2024
Tipo de acceso: Acesso Aberto
URI : https://tede.unisantos.br/handle/tede/8040
Fecha de publicación : 25-abr-2024
Aparece en las colecciones: Doutorado em Direito

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