TEDE Universidade Católica de Santos Programa de Pós-graduação Mestrado em Saúde Coletiva
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Tipo: Dissertação
Título: Lesões autoprovocadas no Brasil entre 2017 e 2024: perfil sociodemográfico, variação temporal e distribuição regional no contexto da pandemia de COVID-19
Autor(es): Souza, Nádia Alexandre de
Primeiro Orientador: Pamplona , Ysabely de Aguiar Pontes
Primeiro membro da banca: Martins, Lourdes Conceição
Segundo membro da banca: Nascimento, Anderson Marcos Vieira do
Resumo: As lesões autoprovocadas constituem importante problema de saúde pública, associado a múltiplos determinantes sociais, institucionais e subjetivos. No Brasil, o fortalecimento da vigilância em saúde e a ampliação das políticas de saúde mental contribuíram para maior visibilidade epidemiológica desses eventos, especialmente após a incorporação das violências ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Entretanto, persistem desafios relacionados à subnotificação, às desigualdades regionais e à compreensão da distribuição recente das notificações no país. O presente estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico, a variação temporal e a distribuição espacial das lesões autoprovocadas notificadas no Brasil entre 2017 e 2024. Trata-se de estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa, com delineamento ecológico e análise temporal descritiva, utilizando dados secundários do SINAN. Foram incluídas notificações classificadas como lesão autoprovocada no período de 2017 a 2024. As análises compreenderam estatística descritiva, análise temporal e distribuição espacial das notificações segundo sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e região de residência. Os resultados evidenciaram 1.010.487 notificações de lesões autoprovocadas no período analisado, com predominância do sexo feminino, adultos jovens, indivíduos brancos e pardos, além de maior concentração proporcional das notificações no período pós-pandemia. Observou-se concentração dos registros nas regiões Sudeste e Sul, bem como elevada frequência de episódios ocorridos no ambiente residencial e registros com ocorrência prévia de lesão autoprovocada. Entre os meios de agressão, destacou-se o envenenamento/intoxicação. Os achados apontam para importantes desigualdades sociodemográficas e territoriais na distribuição das lesões autoprovocadas, reforçando a necessidade de fortalecimento das estratégias de vigilância epidemiológica, prevenção e cuidado em saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde.
Abstract: Self-inflicted injuries constitute an important public health problem associated with multiple social, institutional, and subjective determinants. In Brazil, the strengthening of health surveillance and the expansion of mental health policies contributed to greater epidemiological visibility of these events, especially after the incorporation of violence into the Notifiable Diseases Information System (SINAN). However, challenges related to underreporting, regional inequalities, and the understanding of the recent distribution of notifications in the country still persist. This study aims to analyze the epidemiological profile, temporal variation, and spatial distribution of self-inflicted injuries reported in Brazil between 2017 and 2024. This is a descriptive epidemiological study with a quantitative approach, ecological design, and descriptive temporal analysis, using secondary data obtained from SINAN. Notifications classified as self-inflicted injuries from 2017 to 2024 were included. The analyses comprised descriptive statistics, temporal analysis, and spatial distribution of notifications according to sex, age group, race/color, education level, and region of residence. The results identified 1,010,487 notifications of self-inflicted injuries during the analyzed period, with predominance among females, young adults, White and Brown individuals, and progressive growth of notifications in the post-pandemic period. A higher concentration of records was observed in the Southeast and South regions, as well as a high frequency of events occurring in the household setting and records indicating previous self- inflicted injury. Poisoning/intoxication was the most frequent mechanism of aggression. The findings reveal important sociodemographic and territorial inequalities in the distribution of self- inflicted injuries, reinforcing the need to strengthen epidemiological surveillance, prevention strategies, and mental health care within the Brazilian Unified Health System.
Palavras-chave: lesão autoprovocada; vigilância epidemiológica; saúde mental; violência autoprovocada; SINAN; saúde coletiva
self-inflicted injury; epidemiological surveillance; mental health; Sslf-directed violence; SINAN; Ccllective health
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Católica de Santos
Sigla da Instituição: Católica de Santos
Departamento: Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúde
Programa: Mestrado em Saúde Coletiva
Citação: SOUZA, Nádia Alexandre de. Lesões autoprovocadas no Brasil entre 2017 e 2024: perfil sociodemográfico, variação temporal e distribuição regional no contexto da pandemia de COVID-19. 2026. 76 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Santos, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, 2026
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede.unisantos.br/handle/tede/8137
Data do documento: 28-Set-2026
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