TEDE Universidade Católica de Santos Programa de Pós-graduação Mestrado em Saúde Coletiva
Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede.unisantos.br/handle/tede/8129
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorRibeiro, Regina-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8604408896876901pt_BR
dc.contributor.advisor1Unsain, Ramiro Andres Fernandez-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2763083633211506pt_BR
dc.contributor.referee1Unsain, Ramiro Andres Fernandez-
dc.contributor.referee2Ulián, Mariana Dimitrov-
dc.contributor.referee3Sabatini, Fernanda-
dc.date.accessioned2026-09-04T19:31:03Z-
dc.date.available2026-06-29-
dc.date.available2026-09-04T19:31:03Z-
dc.date.issued2026-06-29-
dc.identifier.citationRIBEIRO, Regina. Sífilis na gestação em pessoas negras e pardas, Santos, SP, Brasil: uma revisão crítica narrativa. 2026. 148 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Santos, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, 2026pt_BR
dc.identifier.urihttps://tede.unisantos.br/handle/tede/8129-
dc.description.resumoA sífilis gestacional e congênita permanece um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente entre populações socialmente vulnerabilizadas. No município de Santos, no estado de São Paulo, observa-se um aumento significativo das taxas de detecção da doença nos últimos anos, com impacto expressivo entre pessoas negras e pardas que gestam, evidenciando a relação entre adoecimento, desigualdades sociais e raciais e limitações no acesso ao cuidado em saúde. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente a produção científica e os dados epidemiológicos relacionados à sífilis em gestantes negras e pardas no município de Santos/SP, articulando os determinantes sociais da saúde, o racismo estrutural e as desigualdades de gênero no contexto da saúde materno-infantil. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa crítica, de abordagem qualitativa, fundamentada nos referenciais teóricos da Saúde Coletiva, da interseccionalidade e dos estudos sobre relações raciais. Foram analisados artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, identificados nas bases SciELO, MEDLINE/PubMed, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde, além de boletins epidemiológicos, documentos institucionais e outras produções acadêmicas nacionais e internacionais relacionadas à sífilis gestacional, à sífilis congênita, ao racismo estrutural e às vulnerabilidades sociais. Os dados foram organizados em categorias temáticas que possibilitaram a análise crítica das desigualdades sociais e raciais que influenciam o acesso à atenção à saúde e sua qualidade entre pessoas negras e pardas que gestam. Os resultados demonstraram que a população negra e parda apresenta maior vulnerabilidade à sífilis gestacional em razão da associação entre baixa escolaridade, condições socioeconômicas desfavoráveis, acesso tardio ao pré-natal, dificuldades na continuidade do cuidado e persistência de práticas de racismo institucional nos serviços de saúde. Os dados epidemiológicos de Santos evidenciaram taxas superiores às médias estaduais e nacionais de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita, além de um aumento expressivo nas notificações entre 2016 e 2023. Apesar da existência de uma rede de saúde estruturada e de estratégias locais de vigilância epidemiológica, observam-se limitações na efetividade das ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, especialmente no acompanhamento das populações mais vulneráveis. Embora os estudos selecionados não tenham sido realizados especificamente no município de Santos, seus resultados permitem compreender e problematizar criticamente a realidade local à luz dos indicadores epidemiológicos e das particularidades sociais e territoriais do município. Conclui-se que a sífilis gestacional e congênita constitui um importante marcador das desigualdades sociais e raciais em saúde, evidenciando como fatores relacionados à raça, educação, renda e condições de vida influenciam o adoecimento, o acesso aos serviços e os desfechos maternos e neonatais. Seu enfrentamento demanda estratégias integradas que articulem vigilância epidemiológica, qualificação da atenção pré-natal, fortalecimento da atenção primária à saúde e aprimoramento das práticas assistenciais, incorporando perspectivas antirracistas no cuidado materno-infantil. Além disso, torna-se imprescindível o fortalecimento das políticas públicas de equidade racial e a implementação de ações intersetoriais voltadas à redução das desigualdades sociais e ao enfrentamento do racismo estrutural, reconhecido como determinante social das condições de saúde e elemento central para a promoção da equidade em saúde.pt_BR
dc.description.abstractGestational and congenital syphilis remain significant public health problems in Brazil, partic-ularly among socially vulnerable populations. In the municipality of Santos, in the state of São Paulo, there has been a substantial increase in disease detection rates in recent years, with a pronounced impact on Black and Brown pregnant individuals, highlighting the relationship be-tween illness, social and racial inequalities, and limitations in access to healthcare services. This study aimed to critically analyze the scientific literature and epidemiological data related to syphilis among Black and Brown pregnant women in Santos, São Paulo, Brazil, articulating the social determinants of health, structural racism, and gender inequalities within the context of maternal and child health. This study consisted of a critical narrative literature review with a qualitative approach, grounded in the theoretical frameworks of Collective Health, intersection-ality, and racial studies. Scientific articles published between 2015 and 2025 were analyzed, identified through the SciELO, MEDLINE/PubMed, LILACS, and Virtual Health Library da-tabases, in addition to epidemiological bulletins, institutional documents, and other national and international academic publications addressing gestational syphilis, congenital syphilis, struc-tural racism, and social vulnerabilities. The data were organized into thematic categories that enabled a critical analysis of the social and racial inequalities influencing access to and quality of healthcare provided to Black and Brown pregnant women. The findings demonstrated that Black and Brown populations experience greater vulnerability to gestational syphilis due to the combined effects of low educational attainment, unfavorable socioeconomic conditions, de-layed access to prenatal care, difficulties in continuity of care, and the persistence of institu-tional racism within healthcare services. Epidemiological data from Santos revealed rates of acquired syphilis, gestational syphilis, and congenital syphilis above state and national aver-ages, as well as a substantial increase in reported cases between 2016 and 2023. Despite the existence of a structured healthcare network and local epidemiological surveillance strategies, important limitations remain in the effectiveness of prevention, diagnosis, and treatment, par-ticularly for the most vulnerable populations. Although the studies included in this review were not conducted specifically in the municipality of Santos, their findings provide important in-sights into and a critical examination of the local reality considering the municipality’s epide-miological indicators and its social and territorial characteristics. It is concluded that gestational and congenital syphilis constitute important markers of social and racial health inequalities, demonstrating how factors related to race, education, income, and living conditions influence illness, access to healthcare services, and maternal and neonatal outcomes. Addressing these conditions requires integrated strategies that include epidemiological surveillance, improve-ments in prenatal care, strengthening of Primary Health Care, and enhancement of healthcare practices by incorporating anti-racist perspectives into maternal and childcare. Furthermore, strengthening public policies aimed at racial equity and implementing intersectoral actions to reduce social inequalities and confront structural racism are essential, as these factors are key social determinants of health and fundamental to promoting health equity.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Católica de Santospt_BR
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Sociais Aplicadas e Saúdept_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsCatólica de Santospt_BR
dc.publisher.programMestrado em Saúde Coletivapt_BR
dc.relation.referencesRIBEIRO, Regina. Sífilis na gestação em pessoas negras e pardas, Santos, SP, Brasil: uma revisão crítica narrativa. 2026. 148 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Católica de Santos, Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, 2026pt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectsífilis gestacional; sífilis congênita; racismo estrutural; saúde da população negra; gestação; saúde coletiva; equidade em saúde; pessoas que gestampt_BR
dc.subjectgestational syphilis; congenital syphilis; structural racism; black population health; pregnancy; collective health; health equity; people who are pregnantpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVApt_BR
dc.titleSífilis na gestação em pessoas negras e pardas, Santos, SP, Brasil: uma revisão crítica narrativapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
Appears in Collections:Mestrado em Saúde Coletiva

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Regina Ribeiro.pdfDissertação_Mestrado em Saúde Coletiva1.97 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.